Episódio.

Um dos meus chinelos se arrebentou na ida.

Na volta, topei com um par de sapatos abandonados.

Eu ri, mas preferi seguir descalço.

E olhar por onde eu ando.

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Preconceito é um direito. Discriminação, não.

Vamos imaginar por um instante que todas as leis foram abolidas, exceto os Dez Mandamentos. Agora vamos imaginar a polícia impondo o cumprimento do Decálogo.

Não matarás, não roubarás, estes são fáceis. Não trabalharás no Sábado, bem, acho que ninguém teria nada a se opor a este também. Não usarás o nome do Senhor em vão (aliás, como seria bom se o ser humano de fato fizesse uso deste com maior frequência) resultaria em uma multinha aqui e outra ali, mas nada muito problemático de se regular – inclusive eu faria questão de ajudar.

Então, chegamos a parte que interessa: Não cobiçarás a mulher do próximo. Hmmm. É, este seria bem difícil de se fazer cumprir.

E por quê? Simples: ninguém pode saber o que de fato se passa na cabeça de outra pessoa. E quer saber, isso é ótimo. Isso é liberdade.

Nesta semana a Presidenta Dilma vetou o kit gay das escolas. Eu, como pessoa do contra que sou, deixo de lado todas as ofensas dirigidas a excelentíssima durante as últimas eleições e me coloco ao seu lado com a cara mais deslavada do mundo. Palmas pra você, tia Ru.

Não que eu mesmo tenha qualquer preconceito contra gays. Muito pelo contrário. Alguns dos meus maiores (quem sabe até mesmo a maioria) ídolos são gays, tenho amigos gays que me são muito queridos, e como diria o grande (que vejam só, é gay), Lafayette, de True Blood, antes de tudo sou um capitalista e aqui pra mim o que vale é a máxima da lei da oferta e da procura.

Ou seja, quantos mais gays, menos concorrência. Leia-se homens gays claro, pois por mais sexy que me pareça a ideia, ver o tanto de mulheres lindas e apaixonantes que curtem seu próprio time (nas palavras do sábio Jerry Seinfeld) me enche de amargura e um pouco de lascívia.

Mas não posso culpá-las. Homem é uma coisa horrorosa mesmo.

Divago.

A verdade é que existe um abismo de diferença entre preconceito e discriminação, e não cabe ao governo e ao contribuinte terem de coibir o primeiro, pois é parte de um processo educacional e de conscientização permanente, que começa em casa e é moldado por um sem número de circunstâncias imprevisíveis.

Em outras palavras, todo mundo tem preconceito contra alguma coisa. Ou melhor, todo mundo tem um conceito formado em torno de determinada ideia, que leva ao preconceito contra elementos humanos ou não que representam esta ideia.

Minha criação não permitiu a mim ter preconceitos de ordem racial ou econômica, mas possuo inúmeros preconceitos de ordem cultural. Detesto festa junina, música sertaneja, novelas. Aliás, tenho preconceito contra TV aberta de um modo geral. O conceito que eu tenho programas de auditório, Big Brother e afins me leva a interiorizar um preconceito em relação a quem vive para esse tipo de coisa.

Já tive até preconceito linguístico, mas isso foi há muito tempo. E isso é assunto pra outro post.

Tenho preconceitos de ordem religiosa também. Não em relação a religião, tema pelo qual sou apaixonado, mas por aqueles que tentam se apropriar de Deus, seja em qual forma que for, e tentam impor este seu entendimento “superior” aos demais.

(Originalmente havia incluído aqui uma pausa para xingar a Bancada Evangélica do Congresso, mas isso poderia contradizer o parágrafo seguinte, sendo assim, continuemos.)

É direito de todo ser humano ter liberdade de pensar o que quiser (inclusive cobiçar a mulher do próximo). O que não é direito do ser humano é transformar este pensamento em agressão.

É seu direito ter preconceitos pelo fato de eu ser negro, de eu gostar de música eletrônica, de eu ser neoliberal. Não importa o quanto eu goste ou não que você exerça esse direito. Ele é seu. O que se passa na sua cabeça é problema seu, não do governo, muito menos meu. E eu não quero que isto me custe dinheiro.

Não é seu direito me discriminar, me impor restrições ou me prejudicar por causa disso. Vale a velha máxima: seu direito termina onde o meu começa.

Aliás, é meu direito achar que você é um idiota (e vice-versa, claro).

É seu direito ter preconceito contra gays. Aliás, é direito seu odiá-los. Todo mundo odeia alguma coisa (sorte daqueles que não odeiam ninguém – ódio é um direito amargo de se exercer).

Não é seu direito meter-se na vida dos gays. Não é seu direito impedir que eles vivam juntos. Que eles tenham seus próprios direitos.

O preconceito é indiscutivelmente o primeiro passo para a discriminação, mas não é papel do governo antecipar-se a este processo e ensinar o que alguém deve pensar ou não, muito menos às custas de nossos impostos. É dever do governo punir a intolerância, quando esta se converte em crime. Intolerância, essa é a palavra-chave, não preconceito.

É isso o que TODOS, não só o governo, devemos ensinar, no dia a dia, na briga a briga. A tolerância, e não proponho aqui qualquer preferência para a tolerância a quem tem outra preferência sexual, quem tem outra religião, ou outra cor de pele.

Devemos simplesmente ensinar a tolerância ao que é diferente de nós mesmos, só isso.

Eu tenho imenso preconceito com os intolerantes.

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E contra quem só vê filme dublado.

Cala a boca, Galvão.

Sou o pior torcedor de futebol que existe.

Não que não goste do esporte. Pelo contrário, embora não seja dos meus prediletos (Fórmula 1 é mais a minha praia), acho futebol e a paixão que ele enseja em tanta gente, em especial brasileiros, tão válidos quanto qualquer outra atividade recreativa, seja esportiva ou não (e aos malas que ficam de “futebol é o ópio do povo”, ou “que graça tem isso?” digo apenas: – Aham, senta lá). Meu problema com futebol é outro. Meu problema com futebol é o compromisso.

Pra começar, sou Botafoguense. Ou seja, já é esperado que eu não esteja muito aí pro time mesmo. Mas essa fama no fundo é um pouco injusta. Não é que Botafoguense não dê valor ao seu time, ou não se envolva por suas vitórias. Pelo menos comigo não é assim. Sou é relaxado mesmo, e confesso.

Ainda que goste de assistir às partidas, não consigo me manter interessado o suficiente pra acompanhar o time nos tantos campeonatos que disputa todo ano,  às vezes com dois jogos em uma mesma semana. Nem tenho paciência pra aturar o Galvão Bueno, aliás. Sou um torcedor extremamente eventual. Dos jogos do dia-a-dia só consigo prestar atenção naqueles decisivos. Disputa por título (ou não-rebaixamento, que é mais a cara do Botafogo) e por aí vai.

cala a boca, galvao

Talvez por isso goste tanto de Fórmula 1, ainda que não consiga me livrar do Galvão. Não se trata apenas de preferir corrida a futebol, mas pelo fato dos GPs rolarem, em média, uma vez a cada quinze dias – às vezes até mais.  Uma horinha e meia ali numa manhã preguiçosa de domingo, ganhou ganhou, perdeu perdeu, daí vambora, que é pro dia render.

Talvez por isso, também, que quando chega a época da Copa do Mundo eu me envolva tanto. Procuro saber quais são os grupos, a bagagem que cada seleção vem trazendo, quem é craque e quem é azarão. Não torço necessariamente pela seleção brasileira (mas agradeço os pontos facultativos e festas que esta proporciona), mas pelo espetáculo, pelo talento. Mesmo quando este se manifesta de maneira quaaaase imperceptível, como em joguinhos do tipo Argélia X Eslovênia – que, aliás, estou assistindo enquanto escrevo este post.

Afinal, não importa o quão pequeno e desinteressante possa ser determinada seleção, os sujeitos ali empenhados compõem sua elite nacional, e trazem  sobre os ombros a responsabilidade não de um bairro, cidade ou estado, mas de um PAÍS. E isso é bonito demais de se ver, e até onde eu vejo importante demais pra deixar passar em branco.

E o mais importante: só rola de quatro em quatro anos. Até menos, vá lá, se contarmos os torneios a nível continental. Ainda assim, pra um torcedor relapso e distraído como eu, é lucro. Algumas semaninhas ali num outono preguiçoso, ganhou ganhou, perdeu perdeu, daí vambora, que é pro ano render.

Melhor do que isso, só me livrar do Galvão por pelo menos três GPs de F1.

Já vi esse filme antes…

Muita gente, eu inclusive, reclama da atual crise criativa que vem enfrentando Hollywood. Só se ouve falar em remakes, reboots, reimaginingre– disso, re– daquilo, repetição, pra todo canto que se olha.

Mais do que nunca, originalidade parece ser um artigo de luxo por aquelas bandas. Isso, porém, não vem de agora.

Há muito tempo, de forma sutil, a indústria do cinema vem dando sinais de acreditar plentamente que, melhor do que perder tempo, e dinheiro, bolando algo inovador, é muito mais digno simplesmente pegar uma fórmula familiar, raspar o número de série e chapar em letras garrafais a identidade de sua mais nova “obra original”.

Notaram algo em comum entre os cartazes acima?

Não, não é que todos os filmes são horríveis. Tá, até são, mas não é o caso.

curtindo a vida adoidado

Curtindo a Vida Adoidado foi um dos primeiros filmes a usar do combo letras vermelhas + fundo branco. Coincidentemente, também foi um dos últimos a ter graça.

Na verdade, o que já começamos a perceber por essa minúscula amostragem aí em cima é o surgimento de certo padrão gráfico na publicidade de filmes de comédia. Reparem bem, na predominância da cor branca como background, bem como a preferência universal pela cor preta e vermelha nos títulos.

Sem falar, é claro, nas LETRAS GARRAFAIS. Afinal, não há argumento mais convincente na hora de se escolher um filme do que a visibilidade do seu pôster. Isto é, além do roteiro, direção, elenco, trailer e originalidade do pôster.

Tá certo, tá certo. Você deve estar lendo isso e me achando um sujeitinho simplesmente chato e implicante, certo?

Em primeiro lugar, como ousa, seu @*^&$/%%?!

Em segundo lugar, a coisa não para só no tamanho e cores das fontes não. Analise:

funny people

E especialmente…

Chamo essas de “variações de corpo inteiro” dentro do clichê alvirubro dos cartazes Hollywoodianos.

Em alguns casos, a coisa chega ao extremo, e é possível até vestirmos a pele de publicitário por um dia:

bringing down by the dozen

Reaproveitaram a sessão de fotos, só pode.

hmm…

13 going to 17 again

Claro que há tentativas de se contornar o chavão.

Em algumas manobras ousadas, de um vanguardismo digno dos conquistadores do século XV, alguns gênios da publicidade propuseram o uso do azul como cor secundária em suas criações.

why Kevin Smith why miss simpatia 2 imagine that

Será que existe algum conceito psicológico por trás dessa hiper-simplificação na propaganda de filmes de comédia? Ou será mera comodidade e omissão criativa por parte dos responsáveis? Ou ainda, não será isso um simples reflexo do atual estado de mediocridade (salvo raríssimas exceções) do gênero como um todo?

wedding crashers

Sério, nesse eles nem tentaram.

Fundo branco. Elenco com cara de tacho. Fonte BOLD. That’s a wrap!

Encerro aqui este breve serviço de utilidade pública (-not) do …porque têm bobagens que não cabem num tweet. Esse post foi apenas uma forma de abrir os olhos de você, usuário desocupado da internet caro leitor, pra este aspecto do cinema que é por tantos ignorado. Na certa, por não ter a menor importância.

Existem muitos outros clichês na publicidade impressa dos filmes em geral. Temos as cabeças flutuantes, o grupo em marcha, o Seth Rogen cara de idiota, etc,  e seria impossível falar de todos aqui.

Bem, possível até seria. Mas não o farei. Ponto.

FAILure do launch how to make the worst movie ever in ten days ghosts of girlfriends past

BONUS: alguém segure esse Matthew McConaughey!

O Avatar de Megan Fox

Das muitas opiniões que li a respeito de Avatar nos últimos dias,  e em especial, nas últimas horas, a que achei mais interessante comparou o filme com Megan Fox: “Bonito de se ver, mas sem cérebro.”

Exageros à parte, é impossível negar que o filme, embora um espetáculo visual, é simplesmente vazio de enredo. Até tem lá uma história, o problema é que ela copia descaradamente empresta muitos elementos de obras já existentes, principalmente, em se tratando de filmes, de Dança com Lobos. Existe, inclusive, uma expressão em inglês que a meu ver define o roteiro (?) de Avatar perfeitamente: “by the numbers”. Quer dizer algo feito passo-a-passo de acordo com um modelo pré-estabelecido e comprovadamente eficaz, com forte tendência à mediocridade.

O filme traz o clássico conto do herói enviado para o meio de seus inimigos, inicialmente como oponente velado, depois sendo gradualmente conquistado por tal povo, em um processo de “conversão” que o leva inevitavelmente a confrontar-se com seus ex-aliados.

Ao menos se o clichê parasse por aí…. Mas não, e o que vemos é uma sucessão interminável de lugares-comuns na jornada de “Jakesully. Estão lá o militar linha-dura, o auxiliar simpático, o mártir, o guerreiro arredio, a princesa, a sacerdotisa sábia (com direito à – mais de uma – cerimônia religiosa, com danças tribais e tudo), a troca final de socos entre herói e vilão, entre outros.

Claro, não dá pra negar o tempo investido por Cameron na composição do seu mundo. Cada animal, cada planta, cada ícone no riquíssimo mundo de Pandora parece autêntico, vivo e pertinente ao seu contexto. Isso, sem falar na brilhante (sem trocadilho) idéia de trazer a luminescência típica dos abismos submarinos terrestres para a superfície (sem dúvida uma inspiração vinda da já longínqua fascinação de Cameron pelo fundo do mar – vide Aliens of the Deep).

Por isso, voltando a comparação do início, não acho que Avatar seja como Megan Fox. Avatar possui sim um cérebro. E um cérebro genial, por falar nisso. O problema dele é a falta de originalidade que macula praticamente toda a história que pretende contar. Apenas uma passagem no filme inteiro me foi inesperada, e ainda assim não pela sua essência (afinal a chegada da “cavalaria” na última hora é um dos maiores clichês do cinema como um todo), mas por sua execução. É pouco.

É um filme ruim? Absolutamente não. De fato fato é um senhor filme, apesar de previsível. As mais de duas horas e meia fluem bem, com poucos momentos arrastados. No geral, Avatar é um filme que diverte pelo ritmo e assombra pelos efeitos especiais, mas não passa disso.

Avatar não é como Megan Fox. Está mais para Emma Watson. Bonita, com conteúdo, mas muito certinha. Tudo o que esperamos que seja, por já termos visto tantas vezes. Previsível. By the numbers. Por isso, menos interessante do que poderia ser.

É lógico que o mundo deve muitos louros e palmas à James Cameron pelo que ele conseguiu em Avatar, do ponto de vista técnico. Como disse, a computação gráfica é sem precedentes. O 3D, que eu diria ser FUNDAMENTAL para uma experiência de filme satisfatória, não é no estilo “coisas voam na sua cara”, mas aplicado de forma mais serena. Confesso que até senti falta de mais cenas assim, mas a maneira como o 3D traga você para dentro da tela (ao invés de joga-la na sua direção) não deixa de ser arrepiante. Quase dá pra sentir Cameron atrás de suas câmeras patenteadas, se esforçando para fazer o 3D parte integral do filme e não apenas um floreio – e conseguindo.

Aliás, essa é a exata mesma opinião que nutro à respeito do maior sucesso da carreira do genial cineasta, Titanic: produção excepcional, direção segura e competente, mas vazio de história. Embora Avatar ainda seja um filme melhor nesse último aspecto (mas minhas opiniões contrárias à Titanic melhor guardar para um outro post…)

Até dá pra entender o que Cameron quis dizer em Avatar. É o choque da tecnologia X natureza, do progresso X tradições, do conquistador X o nativo. E outro senhor clichê. A munição política do autor/diretor passa longe de ser sutil, ao ponto do Militar Linha-Dura (quem se importa com o nome do sujeito, sério?) dizer em alto e bom som, durante um inflamado discurso: “combateremos o terror com o terror”.

Os Na’vi são o povo afegão em uma lua livre do Talibã, mas cheia de precioso recurso natural, e Jakesully é o soldado americano liberto de suas ilusões. O tema, como dá pra ver, é audacioso, mas entregue de maneira óbvia demais para ser interessante. Tudo bem, vá lá que em geral as pessoas não gostam muito de pensar, e às vezes um tapa na cara é mais eficaz que uma conversa franca.

Mas metáfora explícita por metáfora explícita, fico com a de Distrito 9, o filme do ano. Muito obrigado.

Por uma vida menos ensaiada.

Eu detesto burocracias bestas.

O casamento, por exemplo. A cerimônia, não a instituição (embora esta, em certas instâncias, também o seja, mas não vem ao caso aqui). Dentre todas as solenidades “tradicionais” dos nossos dias, existe alguma menos espontânea?

A noiva caminha em passos trêmulos, receosos, pelos quais chega-se ao cúmulo de serem feitos ensaios. Os padrinhos e madrinhas também, com extrema cautela e uma solenidade quase fúnebre. E o menininho, coitado, que já havia trazido as alianças sobre a almofada de forma tão graciosa, justamente por ter sido espontânea, é discretamente conduzido de volta por todo o corredor até a entrada da igreja. Tudo para que o robótico cameraman registre, no velho ângulo de sempre, sua chegada até o altar.

Se ao menos todo esse conservadorismo entediante se restringisse à cerimônia religiosa, ótimo, poderíamos matar nosso tempo admirando a bela arquitetura do palco-igreja (ou reparando em como é feia) e viajando no tempo, imaginando todas as suas histórias. Mas não. Mesmo na festa noivos e convidados de maior participação são prisioneiros da etiqueta. Reféns de regrinhas idiotas e dos urubus pagos para fazê-las serem cumpridas.

Fotos, ainda mais as de casamento, deveriam ser registros dos momentos casuais de alegria, das risadas aleatórias e daquela cena perfeita que pode jamais se repetir. Não deveriam perder toda sua graça e magia nos cinco minutos de preparação e na escolha de quem-fica-ao-lado-de-quem. São nesses formalismos despropositados que nossas vidas vão-se embora.

Já repararam como festas de casamento só ‘começam’ mesmo depois que termina toda essa bobagem? Quando já se pode correr livre por entre as mesas, parar a pista com um trenzinho puxado por não se sabe quem e rir alto, sem medo de que este saia na edição inevitavelmente chata do vídeo que, no fundo, ninguém jamais terá vontade de assistir?

Meu casamento dos sonhos envolve mãos dadas, um tapete de grama e um céu estrelado, no meio do nada. Se resume a um pedido e um “sim” singelos, só eu e ela, e mais ninguém. Nenhuma lista, nenhum voto, nenhuma tradição. Nada para se preocupar a não ser fazer valer, estar junto e nada mais. Felizes. Para sempre.